Queria vê-la caminhando triste,
Pelos caminhos da saudade longa;
Na tortuosa dôr que persiste
E lenta e cruelmente se prolonga.
Queria vê-la triste viajante,
Com cruel sede, num sol inclemente,
Pelo deserto seco, escaldante,
Num sofrimento mas do que pungente.
Queria então tornar-me nesse instante
A brisa amena, fresca e confortante
Que de um oásis sairia em aguas
E assim poder leva-la em meu regaço,
Nas asas ternas, cortando o espaço
E mais que certo, sufocar-lhe as magoas.
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